Terapia por ondas de choque: quando ela realmente funciona?

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Terapia por ondas de choque: quando ela realmente funciona?

A terapia por ondas de choque (ESWT) tem se tornado uma das principais opções no tratamento de dores musculoesqueléticas — especialmente quando outras abordagens não trouxeram o resultado esperado.

Mas afinal, quando ela é realmente indicada? E o que a ciência mais atual recomenda?

Um estudo internacional recente, com 41 especialistas de 13 países, trouxe respostas importantes para orientar o uso clínico dessa tecnologia.

 

O que é a terapia por ondas de choque?

A terapia utiliza ondas mecânicas aplicadas diretamente na região lesionada, estimulando o organismo a se recuperar.

Essas ondas podem:

  • estimular a produção de colágeno
  • aumentar a circulação local
  • favorecer a regeneração dos tecidos
  • ajudar na redução da dor

Mesmo sendo amplamente utilizada, o mecanismo exato ainda não é totalmente conhecido, mas envolve respostas celulares importantes que promovem a recuperação.

 

Para quais dores ela é indicada?

Segundo o consenso internacional, a terapia por ondas de choque é recomendada principalmente para:

Tendões e tecidos moles

  • Fascite plantar
  • Tendinopatia do Aquiles
  • Tendinopatia patelar
  • Dor no ombro (manguito rotador)
  • Epicondilite (dor no cotovelo)
  • Tendinopatias do glúteo
  • Lesões dos isquiotibiais

Lesões ósseas

  • Lesões por estresse
  • Síndrome do estresse tibial medial
  • Fraturas com atraso de consolidação
  • Fraturas que não consolidaram

 

Como funciona o tratamento na prática?

O estudo também trouxe recomendações claras sobre como aplicar a terapia para melhores resultados:

  • Sessões a cada 1 a 2 semanas
  • Total de 3 a 5 sessões na maioria dos casos
  • Início com intensidade baixa, aumentando progressivamente
  • Controle da dor durante a aplicação (evitando níveis altos)

Um ponto importante:
👉 Não é recomendado o uso de anestesia local, pois pode reduzir a eficácia do tratamento.

 

Em quanto tempo aparecem os resultados?

Os dados mostram que:

  • A melhora costuma aparecer em 4 a 6 semanas
  • Os efeitos podem durar, em média, até 10 meses

 

Preciso parar de treinar ou me movimentar?

Na maioria dos casos, não.

Para lesões de tendão e fascite plantar, não é necessário restringir movimento ou carga, inclusive em pessoas fisicamente ativas.

 

O que pode atrapalhar o resultado?

Durante o tratamento, o estudo recomenda evitar:

  • uso de anti-inflamatórios (AINEs)

Isso porque eles podem interferir no processo natural de reparo do corpo.

 

Terapia isolada ou combinada?

Um dos pontos mais importantes do estudo:

👉 A terapia por ondas de choque funciona melhor quando combinada com exercícios e fisioterapia.

Ou seja, não é uma solução mágica — mas sim uma ferramenta poderosa dentro de um plano de tratamento bem estruturado.

 

Conclusão

A terapia por ondas de choque é uma opção segura e eficaz para diversas dores musculoesqueléticas, especialmente quando bem indicada e aplicada com critérios.

No entanto, o sucesso do tratamento depende de:

  • avaliação individualizada
  • escolha correta dos parâmetros
  • associação com exercícios específicos

 

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