A escoliose idiopática do adolescente é uma alteração da coluna que surge geralmente na adolescência, em jovens que não apresentam outras doenças associadas. Em muitos casos, o tratamento é feito sem cirurgia, e uma dúvida comum é como essa condição pode impactar a qualidade de vida ao longo dos anos, especialmente na fase adulta.
Um estudo científico acompanhou pessoas que tiveram escoliose idiopática do adolescente e não passaram por cirurgia, avaliando como estava sua qualidade de vida cerca de 25 anos após o final do crescimento.
O que o estudo avaliou?
O objetivo do estudo foi analisar a qualidade de vida relacionada à saúde de adultos de meia-idade que tiveram escoliose idiopática do adolescente tratada de forma não cirúrgica. Para isso, os pesquisadores utilizaram questionários específicos que avaliam dor, função física, imagem corporal e participação social.
Os resultados desses pacientes foram comparados com pessoas da mesma idade e sexo que não tinham escoliose.
Principais resultados
Os achados mostraram que:
O que esses resultados significam?
O estudo mostra que nem toda escoliose não operada leva a prejuízo importante da qualidade de vida na idade adulta. O impacto parece estar mais relacionado à localização da curva, especialmente quando envolve a região lombar, que é muito solicitada nas atividades do dia a dia.
Esses achados reforçam a importância do acompanhamento a longo prazo, da atenção à dor lombar e de estratégias de cuidado que ajudem a manter a função, o movimento e a qualidade de vida ao longo dos anos.
Conclusão
Adultos que tiveram escoliose idiopática do adolescente tratada sem cirurgia podem apresentar boa qualidade de vida, principalmente quando a curva é localizada na região torácica. No entanto, curvas que envolvem a região lombar estão mais associadas à progressão da escoliose e à presença de dor lombar na meia-idade, o que pode impactar a qualidade de vida.
Artigo de referência
Health-related Quality of Life in Nonoperated Patients With Adolescent Idiopathic Scoliosis in the Middle Years: A Mean 25-Year Follow-up Study
Publicado em 2019, na revista Spine